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O Lucro da Diversidade

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A Netflix já fez mais pela produção de séries do que as redes de televisão em décadas. Já fez mais pelo cinema que a “indústria” do cinema fez em décadas. Tudo isto por conta da fomentação e da valorização da diversidade.

Várias produções únicas e fenomenais de vários países para ter sucesso só dependiam de recursos técnicos, logísticos e financeiros, depois uma boa divulgação e grande visibilidade.

As pessoas, por mais simples ou sofisticadas que sejam, amam a dignidade, a criatividade e a excelência.

Hoje, finalmente, uma série polonesa pode ser vista e apreciada por uma pessoa em Piracicaba (eu). Uma pessoa na Polônia pode assistir e apreciar uma série co-dirigida por uma piracicabana (Dani Libardi).

A diversidade de pessoas traz diversidade de ideias.

As pessoas querem se ver representadas, querem ver a si no mundo e nas produções culturais. Ao mesmo tempo em que querem viajar o mundo e conhecer mundos novos, ideias novas, sentimentos novos, experiências novas, vivências novas. Ainda que isso seja através do único meio de transporte atualmente possível para alguns: uma tela de televisão, de computador ou de celular.

Por fomentar, valorizar e dar espaço à diversidade a Netflix atualmente consegue exibir produções que nenhuma outra consegue.

É possível que mesmo o objetivo sendo tão apenas lucro financeiro, ainda assim a diversidade seja vantajosa. É preciso, porém, que seja muito mais que o lucro financeiro o objetivo, porque as pessoas sabem quando estão sendo enganadas ou quando os valores são nobres, genuínos e praticados.

É óbvio que querer dinheiro num mundo em que se depende do dinheiro até para ter o mínimo do mínimo de dignidade não é algo que possa ser tão superficialmente demonizado sem trazer o contexto imenso da história da nossa espécie.

Indo para além do fato de o ser humano ser o único ser vivo neste planeta que paga para estar nele: como se ganha esse dinheiro, como é distribuído e a quem é acessível e, finalmente, como é usado e qual o fruto dele é que faz toda a diferença.

Um dos maiores lucros, certamente não o único, provindo da diversidade é a riqueza cultural (que é, essencial e profundamente, uma das maiores riquezas humanas).

É por isso que empresas como a Netflix, pelo menos por enquanto, são tão bem quistas por seus assinantes. Que até se dispõem, quando têm recursos e entendem fazer sentido, a pagar mais caro para que continuem sendo assim: diversos.